• Ei aqui dicas para decorar com peças em estanho.

    Quantas pessoas não têm guardado peças em estanho elegantes e intemporais, oferecidas no dia do casamento ou herdadas dos pais e avós? O seu valor, econômico e sentimental, leva-nos a pensar que este tipo de objetos estão melhor arrumados em segurança do que expostos para todos apreciarem. Respeitamos esta posição, mas somos da opinião que tudo aquilo que é belo é para ser visto… e os elementos em estanho podem ser incorporados em qualquer estilo de casa, de várias e surpreendentes maneiras.
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    Pequenos recipientes em estanho são perfeitos para guardar (e organizar) jóias e bijuteria sobre uma cômoda ou mesa-de-cabeceira, ficando especialmente bem um grupo de três peças em tamanhos distintos. Aproveite ainda outro objeto do gênero para colocar na mesa do hall de entrada, ideal para guardar as chaves, o celular e carteira, por exemplo.
    Tem um tabuleiro em estanho enorme e pesado e não sabe o que fazer com ele? Mande-o fixar a umas pernas de madeira, ferro ou inox e voilá… uma mesa de apoio instantânea e original.
    Tem certamente algum recipiente em estanho que ficaria maravilhosamente bem, simplesmente exposto na cozinha ou sala de jantar para servir de fruteira.
    Não é todos os dias que se serve de um elegante balde de gelo em estanho… mas podia fazê-lo! Utilize-o para albergar um arranjo floral ou uma planta. Depois, escolha um local vistoso para o exibir.
    Na sala de estar, uma taça ou tabuleiro em estanho torna-se muito prático para reunir, num só local, todos os comandos electrónicos.
    Uma leiteira, xícara ou taça sem par pode ser utilizada como um elegante porta-velas em qualquer ponto da casa – desde a sala de estar ao banheiro.
    Pequenos copos, vasos ou caixinhas em estanho são ótimas para a organização de miudezas no escritório, como os lápis, canetas, clips e post-its. Além disso, a decoração da escrivaninha e prateleiras só tem a ganhar!
    Se tem um conjunto de colheres incompleto, não o deixe esquecido numa gaveta: pode emoldurá-las e criar uma verdadeira obra de arte de colecionáveis ou então suspendê-las para criar um espanta-espíritos original.
    Agrupe taças, jarras ou outros objetos em estanho e exponha em várias superfícies da casa, sempre em grupos ímpares para um maior interesse visual.
    Quer uma ideia criativa para a cozinha? Pinte o fundo de um tabuleiro ou prato raso com tinta que proporcione o efeito de um quadro de giz e suspenda-o com uma bonita fita em qualquer porta ou armário… perfeito para escrever a ementa do jantar ou pequenos lembretes.
    Uma bandeja em estanho, com uma chaleira, xícara e açucareiro é um elemento decorativo extremamente elegante para expor sobre um aparador ou carrinho de chá numa sala de jantar.
    Uma preciosa jarra de água ou de vinho é um substituto sofisticado dos vasos de vidro, onde qualquer arranjo floral irá destacar-se.
    Meia dúzia de talheres antigos podem ser dobrados e furados para servir de pega nos armários ou gavetas da cozinha ou então fixados à parede para servir de cabide ou gancho… isso é que é decorar com criatividade!
    Em vez de manter as balas ou bombons nos seus pacotes, utilize uma peça em estanho para os expor e coloque-o na sala de estar, na entrada ou na bancada da cozinha.
    Tabuleiros e bandejas de todos os tamanhos e feitios podem ser penduradas numa parede, qual coleção de arte ou então exibidos sobre suportes de pratos num aparador, louceiro ou sobre a lareira.
    Dê uma nova vida àqueles antigos castiçais de estanho, transformando-os em candeeiros luxuosos: escolha um abajur à bonito e peça a um eletricista que trate do resto.
  • O estanho é um elemento químico de símbolo Sn, número atômico 50 (50 prótons e 50 elétrons) e com massa atómica de 118,7 u. Está situado no grupo 14 ou IVA da classificação periódica dos elementos. É um metal prateado, maleável, sólido nas condições ambientais, não se oxida facilmente com o ar e resistente à corrosão.

    É usado para produzir diversas ligas metálicas utilizados para recobrir outros metais para protegê-los da corrosão. O estanho é obtido principalmente do mineral cassiterita onde apresenta-se como um óxido. É um dos metais mais antigos conhecido, e foi usado como um dos componentes do bronze desde a antiguidade.


    Características principais

    O estanho é um metal branco prateado, maleável, pouco dúctil, de baixo ponto de fusão e altamente cristalino. Quando uma barra de estanho é quebrada produz um ruído denominado "grito de lata" ("grito de estanho") causada pelos cristais quando são rompidos. Este metal resiste à corrosão quando exposto à água do mar e água potável, porém pode ser atacado por ácidos fortes, bases e sais ácidos. O estanho age como um catalisador quando o oxigênio se encontra dissolvido, acelerando o ataque químico.

    Quando aquecido na presença do ar acima de 1500 °C e retorna à condição de óxido estânico. O estanho é atacado pelos ácidos sulfúrico, nítrico e clorídrico concentrados, e com bases produz estanatos. O estanho facilmente pode ser lustrado e é usado como revestimento de outros metais para impedir a corrosão ou a outra ação química. Este metal combina-se diretamente com cloro e oxigênio, e desloca o hidrogênio dos ácidos. O estanho é maleável em baixas temperaturas porém é frágil quando aquecido.
    Alótropos

    O estanho sólido tem dois alótropos nas CNTP. Em baixas temperaturas, existe na forma "cinzenta" ou estanho alfa que apresenta estrutura cristalina cúbica, semelhante ao silício e germânio. Quando aquecido acima de 13,2 °C muda para a forma "branca" ou estanho beta, com estrutura cristalina tetragonal. A transformação da forma beta a alfa, por resfriamento, só pode ser efetuada quando o estanho apresenta elevado grau de pureza. Esta transformação é afetada por impurezas como alumínio e zinco, e pode ser impedida de ocorrer por meio da adição de antimônio, bismuto, chumbo, ouro ou prata.
    Aplicações

    O estanho liga-se prontamente com o ferro, e foi muito usado na indústria automotiva para revestimento e acabamento da lataria. O estanho que faz uma ótima liga com chumbo é usado como revestimento misturado ao zinco no aço para impedir a corrosão e evitar a eletrólise. O estanho também é muito usado em telhas, correntes e âncoras. Os recipientes de aço blindados com estanho (folhas de flandres) são usados extensivamente para a conservação de alimentos, e desta forma é um grande mercado para o estanho metálico. Os ingleses os denominam de "tins" e os norte-americanos de "cans".

    Outros usos:

    Algumas ligas importantes de estanho são: bronze, metal de sino , metal Babbitt, liga de carcaça, peltre, bronze fosforoso, solda macia, e metal branco.
    O sal mais importante é o cloreto de estanho que é usado como agente redutor e como mordente no processo de fixação de tintas no tecido morin produzindo um tecido estampado denominado chita. O cloreto também é adicionado a sabões, sabonetes e perfumes para manter a cor e perfume destes produtos. Revestimentos de sais de estanho pulverizados sobre vidro conduzem eletricidade. Estes revestimentos foram usados em painéis luminosos e em para-brisas para liberá-las de água ou gelo.
    O vidro de janelas frequentemente é produzido por meio da flutuação de vidro derretido sobre o estanho derretido (vidro de flutuador) para tornar sua superfície plana, método denominado "processo Pilkington".
    O estanho também é usado para soldar juntas de tubulações ou de circuitos elétricos e eletrônicos. Na forma de ligas é usado para a fabricação de molas, fusíveis, tubos e peças de fundição como mancais e bronzinas.
    Sais de estanho são usados em espelhos e na produção de papel, remédios e fungicidas.
    Devido à grande maleabilidade do estanho, é possível produzir lâminas muito finas utilizadas para acondicionar vários produtos como, por exemplo, maços de cigarros e barras de chocolate.

    O estanho transforma-se num supercondutor abaixo de 3,72 K e foi um dos primeiros supercondutores a ser estudado; o efeito Meissner, uma das características dos supercondutores, foi descoberto inicialmente em cristais supercondutores de estanho. O composto nióbio-estanho Nb3Sn é comercialmente usado para produzir fios de ímãs supercondutores, devido à sua alta temperatura crítica (18 K) e campo magnético crítico (25 T). Os eletroímãs supercondutores que pesam alguns quilogramas são capazes de produzir campos magnéticos comparáveis a toneladas de eletroímãs convencionais.
    História

    O estanho (do latim stagnun vulgarizado para stannun na Idade Média) é um dos metais conhecidos há mais tempo, e foi usado como um dos componentes do bronze desde a antiguidade. As fontes clássicas de estanho conhecidas do mundo antigo são a Cornualha, Portugal, Sul de Espanha, Nigéria, Uganda, Bohemia, Sibéria[1] . Devido a sua capacidade de endurecer o cobre, a liga de estanho-cobre (bronze) foi utilizada para produzir armas e utensílios desde 3000 a.C.[2] Acredita-se que a mineração do estanho tenha se iniciado na Cornualha e Devon (Indústria de mineração de estanho de Dartmoor), Inglaterra, em épocas clássicas, desenvolvendo um próspero comércio de estanho com as civilizações do mediterrâneo.[3] Entretanto, o metal puro não foi usado até aproximadamente 600 a.C..

    No Brasil colonial os pratos e copos utilizados pelas famílias mais abastadas eram de estanho.[4]
    Ocorrência
    Reservas mundiais de estanho[5] País Reservas Base de incidência
    China 1,700,000 3,500,000
    Malásia 1,000,000 1,200,000
    Peru 710,000 1,000,000
    Indonésia 800,000 900,000
    Brasil 540,000 2,500,000
    Bolívia 450,000 900,000
    Rússia 300,000 350,000
    Tailândia 170,000 250,000
    Australia 150,000 300,000
    Outros 180,000 200,000

    Aproximadamente 35 países no mundo mineram o estanho. Quase todo continente apresenta uma mina importante deste metal. O estanho é produzido pela redução do minério com carvão em alto forno e depois refinado em fornos revérboro:
    Minério de estanho

    SnO2 + 2 C ⇒ Sn + 2 CO

    O estanho é um elemento relativamente escasso, com uma abundância na crosta terrestre de aproximadamente 2 ppm (m/m), comparado com os 75 ppm (m/m) para o zinco, 50 ppm (m/m) para o cobre, e 14 ppm (m/m) para o chumbo.[6] A maioria do estanho do mundo é produzida a partir de depósitos plácer; pelo menos a metade vem do Sudeste Asiático: Malásia, Indonésia e Tailândia. Na América do Sul o principal produtor é o Peru.[5] O único mineral de importância comercial como uma fonte de estanho é a cassiterita (SnO2), embora pequenas quantidades de estanho são recuperados de sulfetos complexos como estanita, cilindrita, lindrita, franckeita , canfieldita, e teallita.
    Isótopos

    O estanho é o elemento com o maior número de isótopos estáveis (10). São conhecidos, também, 18 isótopos instáveis. Os principais isótopos instáveis com as suas respectivas meias-vidas são: Sn-113 (155,1 dias), Sn-117m (13,6 dias), Sn-119m (293,0 dias), Sn-121 (1,12 dias), Sn-121m (55,0 anos), Sn-123 (129,2 dias).
    Precauções

    Pequenas quantidades de estanho encontradas em alimentos enlatados não são prejudiciais a seres humanos. Os compostos trialquil triaril de estanho são biocidas e devem ser manuseados com cuidado.

    Devido a seu baixo ponto de fusão (232 °C ), o estanho não deve ser usado como agente de fixação nas conexões e tubulações de cobre, atualmente utilizadas na distribuição de gás GLP, uma vez que, em caso de incêndio, pode ocasionar vazamentos seguidos de explosões.
    Ver também



    Referências

    Jan G. P. Best; Nanny M. W. de Vries; J. E. Dayton (1982). "Geology, Arqueology and trade". Interaction and Acculturation in the Mediterranean: Proceedings of the Second International Congress of Mediterranean Pre- and Protohistory, Amsterdam, 19-23 November 1980 John Benjamins Publishing [S.l.] ISBN 978-90-6032-195-9. Consultado em 14 January 2013.
    Cierny, J.; Weisgerber, G. (2003). "The "Bronze Age tin mines in Central Asia". In: Giumlia-Mair, A.; Lo Schiavo, F. The Problem of Early Tin (Oxford: Archaeopress). pp. 23–31. ISBN 1-84171-564-6.
    Penhallurick, R.D. (1986). Tin in Antiquity: its Mining and Trade Throughout the Ancient World with Particular Reference to Cornwall (London: The Institute of Metals). ISBN 0-904357-81-3.
    Lima, Cláudia. Tachos e panelas: historiografia da alimentação brasileira. Recife: Ed. da autora, 1999. 2ª Ed. 310p. ISBN 8590103218
    Carlin, Jr., James F. "Minerals Yearbook 2006: Tin" (PDF). United States Geological Survey. Consultado em 14 de Janeiro de 2012.

    Emsley 2001, pp. 124, 231, 449 and 503

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